quinta-feira, agosto 28

Abraçando minha pretensão em SER

Estou assumindo meu lado cult. Pra valer! E se ainda gostam de mim, não vai fazer diferença. Conseguia extrair de mim diversas características, umas esquisitas, outras estranhas, muitas interessantes. E estou me assumindo cult. Do inglês cult quer dizer culto(a), mas o estilo cult também significa valorização do que não está em voga... Então vou elencar algumas coisas:
*gosto de filme clássicos (e porque não antigos) e acho que Murnau foi um grande revolucionário no uso de efeitos especiais (tô falando da década de 30 do século XX);
*gosto da concepção de arte e decoração da década 50;
*sou fã de Semana da Arte Moderna Brasileira em 1922;
*assitia aos sábados (e vou voltar a fazer isso) algumas palestras da Estação do Saber no Pátio Savassi. São gratuitas e cada sábado temos um tema diferente. As que mais me marcaram foram: Adorno e o cinema, A loucura de Nietzsche, Gastronomia no Canadá, Atualidades em Moda, Quem foi Rousseau, Rubem Alves, Cinema mudo comentado.... e outras que não vou lembrar o título;
*sei saborear e diferenciar um café bom de um café de qualidade inferior;
*sei escolher um vinho adequado para uma refeição, gosto de degustar vinhos;
*sempre fui fã de saias na altura do joelho (são as únicas que combinam comigo);
*combino cores como ninguém.... e juro que verde vivo combina com azul petróleo e marrom!;
*gosto de fim de tarde e praças;
*amo sebos e bibliotecas;
*não perco um evento cultural gratuito;
*ouço Beethovem e Björk (e muitas outras coisinhas mais) :)
*fiz pós em filosofia;
*não sei o que fazer daqui pra frente;
*uso All Star;
*estudo francês por achar bonito o jeito de falar;
*não stresso, não brigo e não discuto: só coloco meus argumentos, espero o do outro e choro (rs);
*uso cabelo curto por preguiça de cuidar e também porque descobri que combina comigo...

Acho que por aí dá pra perceber que sou cult....não tem o que inventar sobre mim mesma. E não vou mais achar ruim quando alguém o disser! Tá combinado!

sábado, agosto 23

Espelho, espelho meu

Às vezes me pego sozinha, sentada na cama, olhando para o espelho...e ali percebo um outro eu. Quase um eu físico. Só. E teimo em conversar com esse eu que envelhece e mostra sinais da mudança na vida. E digo às vezes.... você é bonita, mas se emagrecesse um pouquinho, quase um pouquinho...mas e a preguiça, onde coloco? mas as saboneteiras do colo podem ressaltar, mas a cor não ajuda, mas vc pode tentar, ok. Sei que é um diálogo vazio.
Também posso dizer: hoje vc não agiu direito...deveria ter dito um palavrão daqueles bem duros e bem diretos, mas você não disse, mas isso não faz parte da minha personalidade, mas a nossa personalidade é moldada dia a dia, mas não consigo, mas tente...e esboço palavrões cabeludos e morro de rir.
Outras vezes baixa uma de mulher fatal: olha...vc fica bem desse ângulo....espera que vou pegar a máquina! mas não sou fotogênica, mas a gente tenta, mas e se não fica bom? aí a gente deleta! A tecnologia é incrível! E não ligue...você é sensual! E não importa o que aparece, você sabe ser sensual.
Outro dia briguei com o espelho. Eu fui fraca e cedi... fiquei muito brava com aquela imagem. Eu tinha jurado que não ia ceder mais, por que? Anda, responda? Que necessidade é essa que fraqueja num momento de instabilidade? Como você é fraca... agora já foi, não tem como segurar o que poderia ter sido evitado, mas vc não quis evitar. Você é uma boba... não quero mais te ver. Apaguei as luzes...e lembrei que no meu quarto ainda tem aquelas estrelinhas luminosas pregadas no teto...e montei um novo céu. Mas ainda assim eu estava brava!
E ontem eu cantei uma música....e descobri uma mensagem que nunca tinha reparado e é quase filosófica. E essa eu queria viver:

"Se faltar calor, a gente esquenta
Se ficar pequeno, a gente aumenta
E se não for possível, a gente tenta
Vamos velejar no mar de lama
Se faltar o vento, a gente inventa"
Música Pose dos Engenheiros do Hawaii

segunda-feira, agosto 18

O amanhecer

Hoje de manhã permiti ao sol entrar na minha alma ao observá-lo nascer. Entreguei meu corpo a ele e estiquei os braços tentando sentir seu calor ainda morno. Pensei num mantra para saudar o dia.... é segunda-feira e temos muitas coisas a realizar essa semana. Busquei em mim uma força conhecida: a de começar de novo. Re-começar....

quinta-feira, agosto 14

Memória


Amar o perdido
deixa confundido
este coração.

Nada pode o olvido
contra o sem sentido
apelo do Não.

As coisas tangíveis
tornam-se insensíveis
à palma da mão

Mas as coisas findas
muito mais que lindas,
essas ficarão

sexta-feira, agosto 8

Meu erro
Zizi Possi

Composição: Herbert Vianna

Eu quis dizer
Você não quis escutar
Agora não peça
Não me faça promessa
Eu não quero te ver
Nem quero acreditar
Que vai ser diferente
Que tudo mudou
Você diz não saber
O que houve de errado
E o meu erro foi crer
Que estar ao seu lado, bastaria
Ai meu Deus! Era tudo que eu queria
Eu dizia seu nome
Não me abandone jamais
Mesmo querendo
Eu não vou me enganar
Eu conheço os seus passos
Eu vejo os seus erros
Não há nada de novo
Ainda somos iguais
Então não me chame
Não olhe pra trás
Você diz não saber
O que houve de errado
E o meu erro foi crer
Que estar ao seu lado, bastaria
Ai meu Deus! Era tudo que eu queria
Eu dizia seu nome
Não me abandone jamais

Acho essa música extremanete contraditória e melódica. Gosto dela. Prefiro com a voz da Zizi Possi, pq me parece mais nostálgica. Representou um pedaço do que eu já fui. Inspira algo que reconheço, que identifico. Essa música combina com macarrão a bolonhesa. Uma taça de vinho. E petit gateau de sobremesa.

quarta-feira, agosto 6

Chuva

Ontem choveu em Belo Horizonte....uma chuva forte que me fez lembrar e pensar em várias coisas. Tive que desligar os computadores por causa dos piques de luz e a imagem que eu via da Serra era linda. Aprendi a descansar a mente, olhando e não vendo. Meu olhar parou no meio do caminho e eu não percebia que o tempo passava. Foi uma chuva densa, forte...sem dúvida, um momento mágico. A água empoçando em alguns cantos, o medo do que a chuva pode causar, a alegria de um banho de chuva, e uma vontade louca de estar no meio dela. O frio que arrepiava a pele, então descoberta pelo calor abafado que eu sentira pela manhã. Meu All Star molhado, minha preocupação em não deixá-lo encharcar.
Um sonho: o de rezar silenciosamente de novo...!