Eu gosto do gosto amargo do resto do café que esbarra na vontade da repetição...
Das ordens que recebi, as dela foram as que menos escutei. Por qual motivo a percepção do elo que nos separa é tão ausente? Da subversividade que vivi nesses tempos aprendi de cor as cores que ela tanto não gosta.
Das relações com aquele adolescente italiano tirei o que houve de melhor: da prostituição intelectual ao melhor amigo....se ela soubesse!
Quanta animosidade aquela mulher me desejou. Com quanta inanimosidade a respondi.
Onde ela descansa eu não caminho mais. Onde ela descansa tantos outros, há tantos séculos, descansam também e me dizem baixo, quando paro perto... shhhhhh "é para cá que virás assim que nós decidirmos e é com ela que vais dormir, sempre, assim eu decido"!
E o resto do café me aguarda.... não o quero mais. O gosto amargo já não me seduz como antes. Até nisso ela interveriu....
Por que casei com uma imagem, pura, doce e estável? Por gozar às vezes, da vida que refletia naquela imagem? Pela estabilidade que nunca antes tinha conhecido? Por que tantos porquês? Qual a necessidade da resposta? Por que se nem conosco se encontra mais?
Até, mulher... Tu que com tanta frieza me marcaste. Um dia te mostro meus ataráxicos cantos de amor.....
terça-feira, fevereiro 28
quarta-feira, fevereiro 15
Interpretações...
O que dizer das "últimas horas do último dia" ?
Que talvez elas sejam as primeiras horas de um novo período....
Ah, e eu entrando no Fantástico Mundo de Cleide...... e o nosso horário de café.
Que talvez elas sejam as primeiras horas de um novo período....
Ah, e eu entrando no Fantástico Mundo de Cleide...... e o nosso horário de café.
sexta-feira, fevereiro 10
What's Up, Doc?
Essa semana estive conversando com um amigo meu e consegui clarear grande parte dos meus problemas num processo muito subjetivo. Primeiro eu mesma dei todas as direções pelas quais eu teria que percorrer para finalmente entender alguns processos vitais. REALidade.
Analisando todas as possibilidades que hoje o mundo nos oferece encontramos algumas hipóteses de como o mesmo funciona. Como se diz na filosofia, quanto mais hipóteses, menos certeza, provavelmente mais argumentos, alguns acertos, menos incertezas. A cada nova certeza teremos uma nova conclusão. A cada nova conclusão, hipóteses para arrebate-la, surgem incertezas, busca-se mais hipóteses, cria-se argumentos, diminui-se as incertezas, aproximamos mais das certezas e em breve temos mais outras novas conclusões. Sem querer parecer repetitivo, temos a hipótese pragmática (pelo menos para mim é assim) da funcionalidade do mundo. Os nossos novos problemas são na verdade velhos conhecidos de uma multidão que não se conhece. Se os nossos problemas são velhos problemas, como ninguém consegue fazer diferente? Ou como ninguém consegue soluciona-los de forma tradicional? Tornar verdadeiramente novos os reais problemas humanos... deve ser esta a grande dificuldade do homem contemporâneo. Mesmo assim, não acho o ser humano tão inflexível. Todos sofremos, temos medo do novo, amamos, sentimos dor, criamos expectativas, sonhamos,..... blábláblá, e devíamos ter mais criatividade ao resolver os problemas que se apresentam no decorrer da vida. Às vezes acertamos em cheio e outras vezes erramos longe. O que nos diferencia é o nível de experiência que vivenciamos. Só pra falar que eu tenho problemas reais. Iguais a várias pessoas e se ainda não consegui soluciona-los é que ainda não tive bagagem suficiente para encara-los como problemas simples. Então não suportarei julgamentos. Mesmos os mais desejosos de que eu cresça. Se você acha que estou errada, enfrente um problema que ainda não conhece e me conte o seu desespero para soluciona-lo. Vamos lá. Coragem!
Analisando todas as possibilidades que hoje o mundo nos oferece encontramos algumas hipóteses de como o mesmo funciona. Como se diz na filosofia, quanto mais hipóteses, menos certeza, provavelmente mais argumentos, alguns acertos, menos incertezas. A cada nova certeza teremos uma nova conclusão. A cada nova conclusão, hipóteses para arrebate-la, surgem incertezas, busca-se mais hipóteses, cria-se argumentos, diminui-se as incertezas, aproximamos mais das certezas e em breve temos mais outras novas conclusões. Sem querer parecer repetitivo, temos a hipótese pragmática (pelo menos para mim é assim) da funcionalidade do mundo. Os nossos novos problemas são na verdade velhos conhecidos de uma multidão que não se conhece. Se os nossos problemas são velhos problemas, como ninguém consegue fazer diferente? Ou como ninguém consegue soluciona-los de forma tradicional? Tornar verdadeiramente novos os reais problemas humanos... deve ser esta a grande dificuldade do homem contemporâneo. Mesmo assim, não acho o ser humano tão inflexível. Todos sofremos, temos medo do novo, amamos, sentimos dor, criamos expectativas, sonhamos,..... blábláblá, e devíamos ter mais criatividade ao resolver os problemas que se apresentam no decorrer da vida. Às vezes acertamos em cheio e outras vezes erramos longe. O que nos diferencia é o nível de experiência que vivenciamos. Só pra falar que eu tenho problemas reais. Iguais a várias pessoas e se ainda não consegui soluciona-los é que ainda não tive bagagem suficiente para encara-los como problemas simples. Então não suportarei julgamentos. Mesmos os mais desejosos de que eu cresça. Se você acha que estou errada, enfrente um problema que ainda não conhece e me conte o seu desespero para soluciona-lo. Vamos lá. Coragem!
quinta-feira, fevereiro 2
Somos outros.
Ficarás tranquilo com o que digo.
Não penso como ela.
Não tenho sede de novos mundos.
Não saberia trocar-te por qualquer outro.
Sabes o que penso.
Queres como ela.
Gostas de novos arroubos de felicidades.
Me trocaria sempre que precisasse.
Atentas pelo que sou.
Você deseja o que ela deixou.
Azar. Sempre trepudiará sobre si.
Não ousaria pedir que pense sobre isso.
Mas ouse fazer o que não peço.
Sinta o que senti,
pois sabes que estarei sempre aqui.
Eis que o desafio a saber o que não sabes ainda,
Ainda que não sou o que julgas conhecer.
Não penso como ela.
Não tenho sede de novos mundos.
Não saberia trocar-te por qualquer outro.
Sabes o que penso.
Queres como ela.
Gostas de novos arroubos de felicidades.
Me trocaria sempre que precisasse.
Atentas pelo que sou.
Você deseja o que ela deixou.
Azar. Sempre trepudiará sobre si.
Não ousaria pedir que pense sobre isso.
Mas ouse fazer o que não peço.
Sinta o que senti,
pois sabes que estarei sempre aqui.
Eis que o desafio a saber o que não sabes ainda,
Ainda que não sou o que julgas conhecer.
Por que Paris? Ainda não sei...
"O que dizer de uma repentina mudança? Não tenho certeza do que fiz. Se a tivesse, certamente não teria sofrido com tantos julgamentos e falsos pesares. Mas quais são as desculpas que me acometem nesse momento? Que as felicidades que nos apresentam podem parecer maquiagens mal feitas sobre minha própria realidade.... E então, Paris parece ter sido uma boa opção. A melhor que tive, apesar do seu cheiro pestelento e pelas sufocantes nuvens de fumaça por todos os lados. Sentia arrepios ao me assentar ao lado daquela indigente que comia feito uma porca. Fedia e tinha sempre a tiracola uma bolsa maltrapilha na qual depositava o resto de pão que os fregueses deixavam ao sair do Café. Faltavam-lhe os dois dentes da frente e sorria como criança ao descobrir um brinquedo novo, a todo momento e por qualquer motivo. Ela me chocava. Cumprimentava todos que estivessem sentados. Às vezes, fingia não notar-lhe a presença. A maioria dos homens daqui ainda me chocam com seus cheiros mal cozidos de algo estragado. Mas ele tinha um cheiro diferente e eu definitivamente não era como aquelas putas que diziam se deliciar com cheiros masculinos. Mendiguei uma oportunidade de emprego e, enfim, conheci Pierre. E aí a mudança que busquei finalmente mostrou-se complacente para comigo. Mas essa é uma história que não detalharei. Deixarei que pensem o que quiserem. Aproximarei meus ouvidos de bocas mal faladouras e me deliciarei com o que irão pensar de mim."
Jollie
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