quarta-feira, maio 24

Inanição

Noite sem lua
Olhos ao longe...
Imagens esmaecidas.
Lembranças deseperadas...
Sonhos nem tão em vão.
Capim com suavidade de dia frio!
Cores soletram cheiros,
cheiros trazem momentos.
Momentos que hoje fazem ano.
Um ano que fiquei sem ti.
Fecho as cortinas humanas
Espero sue corpo voltar.
Continuo a esperar.

segunda-feira, maio 15

Noite de Lua

Sempre me perco em noites de Lua Cheia.

Eu tinha muito a falar. No sábado, recitei um poema inteiro. Inventei palavrações a esmo e não me recordo de nada do que disse. Talvez, naquele momento era necessário falar sobre mim. E hoje, torna-se mister registar algo assim.... dizer que sempre me perco, com bondosa leveza em noites com lua tão laranja e depois tão luminosa!
Registro efetuado!

sexta-feira, maio 5

Tô bem, assim, como tô.

Pensando nos disabores.... ele são inevitáveis. Servem pra manutenção da nossa vida pessoal.
Existem sempre no mínimo dois lados. Em tudo. Em qualquer coisa, como num simples esquecimento de uma carteira de identidade. Pense sempre no melhor e viva bem!
Quando eu conseguir fazer isso, todos saberão!

De cá e de lá

Desse ponto eu avisto tua vida acontecendo.
E ela corre livre, independente de mim,
E eu não me permito mais ultrapassar esse limite.

Do lado de cá, vislumbro o dia nascendo por entre seus dedos.
E acho maravilhoso o jeito que você se liberta de suas dores
E pecebo que olha de longe e sabe que eu estou aqui.

Daí, você às vezes se esonde e pula de sobresalto para ser notado.
Daqui, eu finjo normalidade, mas vibro com sua atenção.
Daí, você grita e percebe assustado...
Que daqui eu me fecho e peço perdão.

Aos poucos daqui, parece mais longe.
Mas puxo a distância para perto de mim.
Eu trago você sem mais em um instante
E faço você perceber-se em mim.



Juliana Junqueira, numa tarde de maio de 2006