"Os marginais estão mais perto de Deus. Toda ovelha desgarrada ama mais, odeia mais, sente tudo mais intensamente, embora eu mesmo não me sinta assim. Talvez eu seja mais burguês do que transmito em minhas músicas. Eu convivo com essas pessoas e o que faço é uma espécie de defesa deles ".
Cazuza, 1986
sexta-feira, setembro 30
Depoimentos
quinta-feira, setembro 29
Possibilidades: merecida reflexão

O que são possibilidades?
Possíveis atos tornados realidades, ou realidades e atitudes tornados possíveis , ou próximos de possíveis, ou assuntos oriundos da matemática, ou da física, ou da filosofia.... Geômetras nos relatariam muito bem sobre as possibilidades. Não sou geômetra, nem matemática muito menos física. Mas existe a posssibilidades de que eu me torne filósofa. E aí, percebo que possibilidades são retratos estáticos de um desejo que pode se tornar pelo menos próximo do real. E isso assusta.
Assusta porque algumas pessoas insistem em viver de possibilidades, ou seja, daquilo que ainda não é real. E se submetem a uma prespectiva que não conhecem e que só conseguirão se desconectar quando o plug que os induzem à possibilidade os expurgarem do sistema. E aí, entra a realidade que é por sua vez, massacrante, que detona e mostra uma superficialidade tão questionável que se torna rapidamente muito profunda.
A profundidade da realidade é sentida apenas por aqueles que as conhecem, e quando muito que a entendam. Por isso, acho que aqueles que se denominam frios e insensíveis, metódicos, cartesianos são os mais próximos da verdadeira vida. Claro, se eu abordo só o aspecto da realidade.
Uh! Que difícil... acho muito complicado falar sobre aquilo que é fruto da projeção humana.... sobre essa figura por exemplo, Magritte (pintor surrealista) nos diz "Isso não é um cachimbo." Será que alguém saberia dizer por que?
sexta-feira, setembro 23
Um poema, ainda não meu...
Arte de Amar (Thiago de Mello)
Não faço poemas como quem chora,
nem faço versos como quem morre.
Quem teve esse gosto foi o bardo Bandeira
quando muito moço; achava que tinha
os dias contados pela tísica
e até se acanhava de namorar.
Faço poemas como quem faz amor.
É a mesma luta suave e desvairada
enquanto a rosa orvalhada
se vai entreabrindo devagar.
A gente nem se dá conta, até acha bom,
o imenso trabalho que amor dá para fazer.
Perdão, amor não se faz.
Quando muito, se desfaz.
Fazer amor é um dizer
(a metáfora é falaz)
de quem pretende vestir
com roupa austera a beleza
do corpo da primavera.
O verbo exato é foder.
A palavra fica nua
para todo mundo ver
o corpo amante cantando
a glória do seu poder.
domingo, setembro 11
I dare You
Visivelmente desafiado: você. Agora.
Escolha... só um tema e eu escreverei para você. Só para você. O primeiro, quem sabe o único. Ou a única vez.
Sorria. Espere. Volte semana que vem. É sério!
Escolha... só um tema e eu escreverei para você. Só para você. O primeiro, quem sabe o único. Ou a única vez.
Sorria. Espere. Volte semana que vem. É sério!
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