Deus, em seu significado maior, razão primeira de todas as coisas, ainda é alvo de dúvidas quanto a sua existância. Porém em momento algum criticam aqueles que o duvidam. Deus é para nós algo tão inalcansável que sua grandiosidade não pode ser percebida por nós. De acordo com São Basílio, o Grande, existe uma forma de conhecer Deus:
"Se você deseja falar sobre Deus, renuncie ao seu corpo e aos seus sentimentos físicos, deixe a terra, o mar e faça o ar estar abaixo de você. Ultrapasse as estações do ano, a sua ordem natural, os ornamentos da terra, coloque-se mais elevado do que a esfera celestial, passe através das estrêlas, de sua beleza, de sua grandeza, de seu benefício, do que elas oferecem em conjunto, boa ordem, harmonia, equilíbrio, luz, posição, movimento e passe através das várias conexões e distâncias, que elas têm entre si. Ultrapassando tudo isso com sua mente, viaje pelo céu e parando acima dele, com um só pensamento visualize toda a beleza deste lugar: ignorando os exércitos dos Anjos, a liderança dos Arcanjos, a força dos Principados, a glória dos anfitriões os Tronos, Querubins e Serafins, as Virtudes, Dominações e Potestades, que são as três ordens celestes existentes. O mundo espiritual angelical é muito maior do que o nosso mundo físico. Ultrapassando tudo isso, deixando toda a criação abaixo de nosso intelecto, ampliando nossa mente além dos seus limites, imagine em seus pensamentos a essência de Deus, imutável, inabalável, infalível, impassível*, simples, descomplicada, correta, indivisível, luz inacessível, força sem dimensão, grandeza ilimitada, glória radiante, bondade cobiçada, beleza imensurável, que ataca profundamente a alma ferida, porém, que pelos seus méritos não pode ser retratada por palavras".
Exercício para mente e alma.... finalidade da vida, conhecimento maior, conhecimento de Deus.
segunda-feira, outubro 25
segunda-feira, outubro 18
O que dizer de Clarice...
Quando eu estava no segundo grau, os professores de literatura me diziam que ler Clarice era extremamente difícil porque ela demonstrava em seus escritos seu profundo sofrimento. Quando quis lê-la, por indicação de um amigo, me identifiquei com uma narrativa no qual o ser humano e suas relações com o mundo vem abstratamente de dentro do personagem.
Vai um trecho para a nossa apreciação:
"Temos disfarçado com falso amor a nossa indiferença, sabendo que a nossa indiferença é angústia disfarçada. Temos disfarçado com o pequeno medo o grande medo maior e por isso nunca falamos no que realmente importa. Falar no que realmente importa é considerado gafe. Não temos adorado por termos a sensata mesquinhez de nos lembrarmos a tempo dos falsos deuses. Não temos sido puros e ingênuos para não rirmos de nós mesmos e para que no fim do dia possamos dizer "pelo menos não fui tolo" e assim não ficarmos perplexos antes de apagar a luz. Temos sorrido em público do que não sorriríamos quando ficássemos sozinhos. Temos chamado de fraqueza nossa candura. Temo-nos temido um ao outro, acima de tudo. E a tudo isso consideramos a vitória nossa de cada dia."
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